
... nomes para esta terra da Região Demarcada do Queijo da Serra da Estrela e do Vinho do Dão.
0 nome teve origem na existência de antiquíssima fortaleza (na margem direita do rio Alva), de que não existem vestígios. A mais antiga referência, que se conhece, a Penalva ("Pena Alva"), diz respeito a tomada do castelo aos mouros pelo rei de Leão e Castela, Fernando o Magno, em 1058, depois das conquistas de Lamego e Viseu.
0 primitivo núcleo da vila ter-se-á situado nas margens do rio Om, actual Dão, entre este e o rio Coja.
Segundo alguns estudiosos, os restos da antiga vila misturam-se com as ruínas (na Quinta do Mosteiro, em Trancozelos) do templo da ordem monástica do Santo Sepulcro, talvez o primeiro da Península, sob protecção de D. Afonso Henriques e de sua mãe. Assim, ficou conhecida por Vila Nova do Santo Sepulcro.
Há, igualmente, vestígios que comprovam os povoamentos celta e romano. A antiga sede concelhia localizava-se em Castelo de Penalva, documentada já em 1058. Castendo recebeu carta de foral de D. Sancho II em 1240 e D. Manuel I outorgou-Ihe novo foral em 10 de Fevereiro de 1514.
Primitivamente Castendo, passou a designar-se pelo nome actual por decreto de 4 de Agosto de 1957. Ainda hoje, porém, e costume algumas pessoas, sobretudo as mais idosas, referirem-se à Vila pelo topónimo antigo, como exemplifica a expressão: "vou à feira a... Castendo".
Ao visitar-se o concelho, deparamos com quadros paisagísticos de grande beleza, entre os vales dos rios e as encostas das serras.
Para além desta riqueza natural, existe um património arquitectónico de interesse, do qual destacamos a Casa da Ínsua ou Solar dos Albuquerques (2ª metade do séc. XVIII), um dos exemplares de casas solarengas na Beira; o Pelourinho; a Igreja da Misericórdia, de traça barroca; as pontes romanas de Castelo de Penalva e Trancozelos; as ruínas do Mosteiro do Santo Sepulcro; a capela da Senhora do Ó, em Corga; sepulturas antropomórficas; a anta da Serra de Esmolfe, ... testemunhos que atestam o povoamento pré-histórico da região.
Trata-se de um concelho essencialmente agrícola, sendo de salientar as culturas da vinha (produção de vinho do Dão) e da maçã (realce para a "Bravo de Esmolfe", qualidade bastante apreciada e originária desta aldeia) e a pastorícia (fabrico de queijo da Serra da Estrela). Existe ainda uma larga tradição no campo artesanal, nomeadamente a latoaria e a cestaria/esteiraria.
Uma última referência para a gastronomia típica do concelho, a qual se insere na da região: feijão branco com carne de porco, arroz de grelos com chouriço, arroz de favas com costeletas em vinha de alhos, feijão com couves, torresmos à Beira Alta, bacalhau assado no forno com batata a murro...
Conservar as marcas do passado e manter vivas as tradições contribui seguramente para que o progresso e o desenvolvimento se façam de uma forma harmoniosa.